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Guiné-Bissau: A MFWA doa 300 coletes refletores para apoiar a segurança dos jornalistas na véspera das eleições

A Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em parceria com a Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Fundação Hirondelle (FH), doou 300 coletes refletores a jornalistas na Guiné-Bissau, com o objetivo de reforçar a sua segurança, numa altura em que o país se prepara para as eleições nacionais.

A apresentação teve lugar na sexta-feira, 7 de novembro de 2025, no Hotel Dunia, em Bissau, no âmbito do projeto financiado pela UE intitulado «Promover e proteger a democracia ao salvaguardar a liberdade de opinião e de expressão e combater a Mis/desinformação na Guiné-Bissau».

A distribuição dos coletes visa melhorar a visibilidade e reduzir os riscos para os jornalistas que trabalham em ambientes potencialmente voláteis, incluindo protestos, atividades de campanha e outras missões eleitorais de alto risco.

«A segurança é um direito fundamental e uma condição necessária para que os jornalistas possam servir o público», afirmou o Dr. Daniel Kwame Ampofo Adjei, PMP®, Diretor de Desenvolvimento Institucional e Monitorização, Avaliação e Aprendizagem (MEL) da MFWA, durante a entrega. «Estes coletes constituem uma contribuição prática para a proteção dos repórteres e para o apoio ao processo democrático do país.»

A doação integrou-se num evento mais alargado realizado no mesmo dia, que proporcionou um espaço de diálogo entre jornalistas, agências de segurança e organizações da sociedade civil sobre a melhoria da segurança e da colaboração durante o período eleitoral. Os participantes debateram os riscos enfrentados pelos meios de comunicação social, a necessidade de canais de comunicação claros e formas de garantir a responsabilização quando ocorrem violações de direitos.

A presidente da SINJOTECS, Indira Correia Baldé, saudou a iniciativa e considerou-a um impulso significativo para a proteção dos jornalistas. Manifestou-se otimista quanto ao facto de o compromisso demonstrado através do diálogo e da doação ajudar a reforçar a confiança entre os intervenientes dos meios de comunicação social e as instituições de segurança. Sra. Baldé agradeceu também aos organizadores, salientando que os coletes refletores iriam «aumentar significativamente a segurança dos jornalistas que trabalham no terreno».

O fórum, moderado por Bubacar Turé, presidente da Liga Guineense dos Direitos Humanos, reuniu representantes de instituições estatais fundamentais, incluindo o Ministério do Interior para a Ordem Pública (Polícia de Ordem Pública e Polícia de Intervenção Rápida), o Ministério da Defesa (Instituto de Defesa Nacional e Estado-Maior das Forças Armadas), o Ministério da Justiça (Polícia Judiciária e Ministério Público) e o Conselho Nacional de Comunicação Social.

Entre os intervenientes do setor dos meios de comunicação social presentes contavam-se a SINJOTECS (Sindicato dos Jornalistas e Técnicos de Comunicação Social), a AMPROCS (Associação de Mulheres Profisionais da de Comunicação Social), a Ordem dos Jornalistas e a RENARC (Rede Nacional de Rádios e Televisões Comunitárias).

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