Este Código Deontológico dos Jornalistas da Guiné-Bissau estabelece um quadro atualizado para o exercício ético do jornalismo, adaptado às realidades em constante transformação e aos desafios que a profissão enfrenta atualmente. Resultante da revisão do Código de 2018, o documento procura responder às transformações verificadas no jornalismo digital e nas redes sociais, bem como aos desafios relacionados com a desinformação e a segurança dos profissionais da comunicação social, reforçando simultaneamente a integridade profissional e a prática de um jornalismo responsável.
O Código estabelece princípios como a verdade e o interesse público, o rigor e a verificação da informação, a imparcialidade, a independência, a proteção das fontes, o respeito pela privacidade e pela dignidade, a diversidade e a inclusão, bem como a liberdade de imprensa. Aborda ainda questões contemporâneas, como a conduta no meio digital, o assédio online e o discurso de ódio, a segurança dos jornalistas e a utilização responsável e transparente da inteligência artificial no jornalismo.
O Código proporciona igualmente aos jornalistas e profissionais da comunicação social uma referência comum para o cumprimento dos princípios deontológicos e o reforço da confiança do público no jornalismo.
O presente documento foi elaborado no âmbito do projeto de apoio aos media, com a duração de 18 meses, intitulado «Promover e Proteger a Democracia ao Salvaguardar a Liberdade de Opinião e de Expressão e Combater a Mis/Desinformação na Guiné-Bissau».
O projeto é financiado pela União Europeia e implementado pela Fundação dos Media para a África Ocidental (MFWA), em colaboração com os Repórteres Sem Fronteiras (RSF) e a Fondation Hirondelle (FH).


